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março 17, 2025

Pré-Analítico na Qualidade Laboratorial

Pré-analítico na Qualidade Laboratorial – Abrange todas as etapas que antecedem a análise da amostra – desde a solicitação do exame até o momento em que a amostra está pronta para ser analisada.

Essa fase, por sua vez, é preponderante na garantia de precisão dos resultados laboratoriais. Incluindo, nesse sentido, a correta identificação do paciente, o preparo adequado, coleta e transporte da amostra, além do armazenamento adequado.

Não obstante a isso, estudos demonstram que a maior parte dos erros laboratoriais ocorre nessa etapa. Comprometendo, consequentemente, diagnósticos e tratamentos.

A fim de minimizar falhas, é essencial  que haja:

  • Adoção de protocolos padronizados;
  • Investimento em treinamento contínuo das equipes;
  • Implementação de tecnologias que garantam rastreabilidade e controle;
  • Consequente, aumento da segurança e confiabilidade dos resultados.

Dito tudo isso, é de suma importância que haja um expressivo cuidado para com a fase pré-analítica. Isto, tendo em vista que, nela se dão 70% das problemáticas, ocorrências e não conformidades e suas respectivas consequências.

Consequências de equívocos: Pré-Analítico na Qualidade Laboratorial

A literatura científica aponta que aproximadamente 70% dos erros no ciclo da análise clínica ocorrem na fase pré-analítica – Desde a entrada da amostra no laboratório até o momento em que ela está pronta para a análise.

Essa etapa envolve, por sua vez, processos críticos como – identificação correta do paciente, o preparo adequado, a coleta da amostra. Além disso, transporte, armazenamento e manuseio do material biológico.

Erros nessa fase podem comprometer a qualidade dos exames, gerando resultados imprecisos que afetam diagnósticos e condutas médicas.

Problemas como troca de amostras, preenchimento incorreto de requisições, armazenagem inadequada e tempo de transporte excessivo são frequentes.

Para reduzir essas falhas, é essencial adotar protocolos padronizados, treinar as equipes e utilizar tecnologias que garantem rastreabilidade e controle de qualidade.

Diante dessa análise, de que forma essas problemáticas podem ser resolucionadas? Levando em consideração que estas são, em sua maioria, o motivo de 70% dos erros processuais subsequentes a estes.

Se a maioria dos erros – 70% são geradas nessa fase, de que maneira tornar essa fase mais segura – E ISTO, tendo por fim, otimizar exponencialmente as demais fases do processo?

Regra de Pareto

A Regra de Pareto nos ensina que, em muitos cenários, 80% dos efeitos vêm de 20% das causas.

No contexto laboratorial, isso é essencial para identificar as principais fontes de erro.

Nesse sentido, como dito anteriormente, é na fase pré-analítica que ocorre a maior parte desses erros. Isso inclui, por sua vez, problemas como: Identificação incorreta do paciente, informações equivocadas a respeito do jejum, coleta inadequada, armazenamento impróprio.

Ao aplicarmos o princípio 80/20 da Regra de Pareto, é possível focar nesses pontos críticos, que são responsáveis por grande parte dos problemas.

Desse modo, implementamos medidas corretivas para reduzir falhas e otimizar o processo.

Passos para aplicar o Diagrama de Pareto na fase pré-analítica

O primeiro passo na coleta de dados é registrar a frequência de cada erro identificado na rotina laboratorial. Realizamos isso por meio de auditorias internas, análise de não conformidades ou registros de retrabalho.

Nesse sentido, quanto mais detalhada a coleta de dados, consequentemente, mais precisa a análise;

Após reunir os dados, por sua vez, a classificação e ordenação dos erros é feita em ordem decrescente de ocorrência.

Isso significa listar as falhas mais frequentes – tais como identificação incorreta do paciente, informações equivocadas sobre jejum, coleta inadequada e armazenamento impróprio;

A análise gráfica consiste na criação do gráfico de Pareto. Nele, as causas dos erros são representadas em barras e, por sua vez, a curva acumulada indica a porcentagem cumulativa de impacto.

Dessa forma, é possível visualizar quais problemas merecem prioridade para ações corretivas, garantindo melhorias rápidas e efetivas.

Além disso, considera-se que a maioria dos processos realizados na fase pré-analítica laboratorial ocorre por ação humana. Isso significa que, em vez de máquinas, as tarefas são executadas manualmente.

Consequentemente, a realização de processos manuais abre portas para erros humanos, pelos mais diversos motivos – quer seja por pressa, cansaço, ou falta de possibilidades de realização padronizada.

A Matriz de Probabilidade e Impacto, nesse caso, também se apresenta como uma ferramenta relevante. Isto, no que diz respeito ao elencar de riscos, sua probabilidade de ocorrência, bem como as consequência da sua ocorrência para o laboratório. – Mas isso é assunto para outro momento 🙂 .

Treinamento contínuo e padronização de processos

Mas tendo em vista que esse processo é majoritariamente de responsabilidade humana e manual, alguns itens auxiliam na mitigação de erros.

Dentre estes, são citados:

Treinamento contínuo e padronização de processos, processos essenciais na minimização de falhas na fase pré-analítica. Isto garante, consequentemente, maior segurança nos exames laboratoriais.

Nesse sentido, capacitação da equipe permite que o profissional siga corretamente os protocolos, reduzindo risco de erros. Dentre eles, identificação incorreta do paciente, consequente equívoco na coleta.

Além disso, utilização de checklists e manuais padronizados assegura uniformidade na execução das atividades, evitando variações que possam comprometer os resultados.

Quando padronizamos os processos, diminuímos as chances de retrabalho, otimizando o tempo e os recursos do laboratório.

Desse modo, treinar continuamente os colaboradores promove uma cultura de qualidade e melhoria contínua. Isto, por sua vez, impacta diretamente todas as etapas do fluxo laboratorial.

Dessa forma, o laboratório melhora sua eficiência e confiabilidade diagnóstica.

Pré-Analítico na Qualidade Laboratorial: Automação e rastreabilidade

Automação e rastreabilidade reduzem erros na fase pré-analítica, garantindo controle eficiente das amostras e elevação da segurança dos processos laboratoriais.

Nesse sentido, profissionais utilizam etiquetas com códigos de barras para identificação de pacientes corretamente. Minimizando, consequentemente, riscos de troca de amostras e prevenindo falhas operacionais.

Além disso, softwares de gestão laboratorial integram informações em tempo real. Isso permite que cada etapa do fluxo monitore com precisão e eficiência.

Os laboratórios instalam sensores de temperatura no transporte e armazenamento, preservando a integridade das amostras e evitando degradações que comprometam os resultados.

A automação reduz a dependência de processos manuais, diminuindo falhas humanas e otimizando a execução das tarefas, garantindo exames laboratoriais mais confiáveis e seguros.

Monitoramento contínuo e análise de indicadores

O monitoramento contínuo e a análise de indicadores são essenciais para identificar padrões de erro e otimizar processos.

Acompanhando indicadores-chave, como taxas de rejeição de amostras, retrabalho e não conformidades, é possível detectar falhas rapidamente.

Esse acompanhamento permite implementar correções eficazes e evitar recorrências.

Além disso, o monitoramento contínuo fortalece a fase pré-analítica, mas também beneficia as fases analítica e pós-analítica.

Isso garante que o diagnóstico seja preciso e seguro.

A integração entre as fases torna o processo mais eficiente, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade dos resultados.

Dessa forma, a qualidade e segurança dos exames são amplamente aprimoradas.

Considerações Finais

O Diagrama de Pareto é uma ferramenta clássica da qualidade e um pilar fundamental na gestão laboratorial eficiente.

Sua aplicação na fase pré-analítica ajuda a identificar e mitigar as principais causas de erros, otimizando o fluxo de trabalho.

Um líder capacitado a utilizar essa metodologia não só melhora a qualidade dos exames, mas também aumenta a eficiência do laboratório.

Por isso, a Pós-Graduação em Gestão da Qualidade Laboratorial Quaent oferece uma disciplina específica para o ensino dessa ferramenta.

Com isso, os profissionais estarão prontos para aprimorar processos críticos. Investir nessa formação garante maior segurança, confiabilidade e excelência operacional, tornando o laboratório mais eficiente e alinhado aos padrões de qualidade.

Se você tem interesse em tornar-se esse líder, capaz de aplicar as ferramentas clássicas da Qualidade no seu laboratório, de maneira efetiva A Pós-Graduação em Gestão da Qualidade Laboratorial Quaent é para você!

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